Meadela, terça-feira, 10 de Março de 2009 – Veio, ao fim de mais de quinze dias, e entrou como se cá tivesse estado ontem. E nem os óculos de sol tirou. Disse o que quis, passou e foi embora, com outra das meias-promessas dele. Andou meses para trás. Ou, então, nunca chegou a andar.
Estou a fumar metade do que já fumei um dia, ainda há bem pouco. Depois de deixar o álcool de vez, depois de deixar isto… e parar com aquilo. Quanto mais zangado com o mundo estou, melhor me comporto comigo mesmo!
Meadela, segunda-feira, 9 de Março de 2009 – São muitos anos deste paroxismo: vivo sem acreditar, mas sempre esperançoso…
Meadela, domingo, 8 de Março de 2009 – Reolho este textos e penso que, de cada vez que os espreito, tenho a oportunidade de trabalhar o texto final. Só que já é este.
Meadela, sábado, 7 de Março de 2009 – Hoje, que regressou, hoje que como que estive ao lado dela, como que sozinho, não dormiu, no sofá, não vacilou… e o filme, tardio e longo, era o “2001 Odisseia no Espaço”. Viu-o todo!
Meadela, quarta-feira, 5 de Março de 2009 – Escrevo, escrevo, mas falta-me sempre alguma coisa.
Meadela, terça-feira, 4 de Março de 2009 – Conheço bem a pública indiferença. Por isso, o meu programa de rádio será um espaço de eu ser e dizer, sem saber, ainda, qual será a sua extensão e profundidade que poderá ter; sem peias nem meiguices. Não sei se começarei bem, mas mesmo que isso se não suceda, ajudará, com certeza, a que acabe melhor.