Madrugada de sexta-feira, 25 de Junho de 2010 – A Itália de fora dos oitavos de final deste Campeonato do Mundo! Num jogo que lhe bastaria o empate para assegurar a passagem à fase seguinte, eis que perde por 3-2 com a… Eslováquia, falhando naquilo cuja eficácia fez este país famoso pelo seu futebol: a sua defesa.
Este desfecho era “impensável”, nas palavras dos comentadores profissionais. Eu, não deixo de pensar nessa palavra, também aplicada a Portugal e que vai ter o seu jogo final do qual só necessita um empate para passar aos oitavos. Só que o Brasil, que connosco se vai defrontar, não é propriamente a Eslováquia… nem nós somos os italianos, claro está, por mais Ronaldo que possa haver…
Uma entrevista na Escola de Jornalismo vai levar-me amanhã ao Porto. O encontro com responsáveis da escola talvez aconteça durante o jogo (a espiga!), mas incomodado estou é porque falei com A. e D., com quem procurei marcar encontro, e posso, ainda assim, regressar sem ter tido, sequer, essas companhias. Se calhar até nenhuma delas e é por isso que mantenho este coração sempre tão lento, para que não bata demasiado e acabe comigo.
Avanço já a velocidade de cruzeiro neste “Porque é que o seu mundo vai ficar muito mais pequeno”, de Jeff Rubin. Vejo-o como um exercício interessante, essencialmente académico, quase diletante. Porque faz tábua rasa de toda a inventividade humana, reduzindo a sua actividade a uma dependência do petróleo em toda a linha, como que se não pudesse haver novas fontes energéticas globais, sendo esse o caminho que já estamos a percorrer.
No imediato, creio que a perda da mão-de-obra escrava por parte das antigas sociedades e das mais recentes economias esclavagistas, foi um choque que teve mais impacto, no tempo, do que aquele que poderá sobrevir, num futuro mais ou menos próximos, com o progressivo esgotamento das actuais jazidas de “ouro negro”, seja ele o light crude das areias sauditas, sejam as areias betuminosas do Canadá ou do Orinoco.
Madrugada de sábado, 26 de Junho de 2010 – Tanto para escrever (para dizer, conversar, ouvir, fazer, produzir, restar, estar e contemplar) e tão pouco tempo…
Terá M. impedido o duplo encontro (ou encontro um apenas), aí residindo os diferenciados não de A. e D.? Interessa, mesmo que a reunião não tenha tido lugar no sítio e à hora marcada, para passar para a lua seguinte.
Antecipei o desastre e tristeza, mas os Hortos salvam-me sempre da última, onde fiz correr e aspergi a água sobre os meus rebentos, cada vez mais filhos de Plutão deliciosos, comidos e ofertados ao sacrifício último.
Passeio, jornais, leitura, café, visita ao canto de baixo e futebol entre irmãos; depois a viagem pedalada de encontro à terra e a amigos, os sacos cheios trazidos para casa e a dádiva fresca da terra à família; mais trabalho e organização de pontas soltas; mais tarde, em fim de dia, na noite cerrada, o Eurochannel da minha salvação e Jean La Fontaine, em Francês, encontrando ainda Racine, Molièrie, Colbert e Luís XIV.
Salvo-me pela perseverança correndo a maratona da vida, esgotando os segundos de todos os minutos, preenchedores das horas dos meus dias.
Empate sem golos no jogo de irmãos falada em português, mas com muito sofrimento luso, menos brasileiro. Empate português a saber a vitória, empate brasileiro a cheirar a derrota, essa a diferença. Mas mesmo sem golos apontados, creio que provámos que é possível marcar a esta equipa do Brasil, pejada de traçados enormes a saber a bouncers.
Não posso deixar a nota à derrota dos Estados Unidos com o Gana. Uma das mais pequenas nações africanas colocou de fora da competição o mais poderoso país do mundo. Haverá paradoxo? Não, nem pensar, trata-se apenas do equilíbrio das próprias coisas pela inefável mão de Deus, bem revelada na concretização das coisas deste mundo.
“Operação Barbarossa II: Para Leninegrado”, por Robert Kirchubel com ilustrações da dupla Howard Gerrard e P. Dennis. A única guerra que Hitler quis e a mais selvagem do mundo moderno travada na Europa. Entro hoje nos campos gelados da morte.
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