Madrugada de sexta-feira, 21 de Maio de 2010 – Os banqueiros deste país, reunidos, conferenciam a propósito do Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC) levado a cabo pelo Governo. No fim, falam à Comunicação Social. Dizem que “os portugueses terão de baixar o nível de vida”. Pois, os portugueses. Eles não. São os donos do dinheiro e, esse, não conhece fronteiras…
Madrugada de domingo, 23 de Maio de 2010 – Fim d”O Livro das Almas”, de Glenn Cooper no dia de ontem. Leitura atabalhoada da minha parte, mas com bons momentos. Fica-me o registo destes tempos de incerteza e perplexidades onde, tal como noutros anteriores, o Homem busca as respostas às dúvidas do presente, no passado. Mas como a progressão histórica é helicoidal, algo se acrescenta sempre à teoria circular. Neste tempo, junta-se o conhecimento sistemático, científico. Mas as dúvidas e as incertezas, essas, são sempre as mesmas.
Hoje comecei, de José Jorge Letria, “O Vermelho e o Verde”, “um intenso fresco narrativa cuja acção decorre entre 1 de Fevereiro de 1908, dia do Regicídio, e o fim do Verão de 1918, ano da gripe espanhola, do fim da Primeira Guerra Mundial e do assassinato de Sidónio Pais, na Estação do Rossio”. Diz ainda, porque vale a pena transcrever, “confrontam-se ideias e personalidades, afectos e memórias, sonhos e desaires, republicanos e monárquicos, pais e filhos, e ainda modos distintos e conflituantes de pensar Portugal”.
Neste momento li as primeiras quatro páginas. Foram um encanto. Mas devia ser assim. O escritor também o é para as crianças.
Soube hoje que a progenitora está de braço ao peito. Foi operada ao ombro esquerdo(?), parece que se formou um osso onde não devia estar. Há pouco mais de um ano, foi o progenitor, devido a queda, mas aí, os médicos detectaram a falta de osso onde devia haver. Está visto para onde foi…
Escrevo primeiro sobre os meus livros. Depois das moléstias dos outros. Neste caso, talvez não esteja certo.
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