Segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010 – Nono dia em casa, o último desta série que teve início com o fim da malfadada montagem da última edição da revista. Sempre com muita chuva, todos os dias. Depois, os problemas na impressão, as chapas do offset gastas, a pouca prontidão da maquetista, as impertinências do gráfico, as correcções, a reimpressão. Ainda receber a encomenda atrasadíssima, tudo “ossos” em início de ano, com a vida dos filhos um pouco mais difícil, sem dúvida.
Esta chuva deixa-me sempre a impressão de mais um dia adiado, apesar do muito que foi feito hoje – listagens de pontos de venda, cobranças, listas de envios por CTT, entregas em mão, e outras coisas tantas -, mas ainda tanto para fazer e tão pouco tempo.
Terça-feira, 19 de Janeiro de 2010 – Novamente a sensação de dia adiado, mormente o muito que foi feito. Espero muito de mim é o que é e, depois, não posso contar com todo o trabalho programado feito e, daí, esta permanente sensação de serviço por cumprir, assim quase todos os dias…
Aproveitar o sol envergonhado neste dia em que nos campos a água corre como que em ribeiros, tudo transformando em paul. Fiz-me ir aos Hortos remir os pecados do plantio das árvores, mas a empresa exigiu-me o fim da manhã e quase toda a tarde. O serviço de distribuição da revista na rua ficou adiado… para o próximo dia de chuva, evidentemente.
Pretendia ainda chegar, tomar banho, almoçar, sair para colocar a revista em alguns pontos de venda, terminar o encarte do caderno desportivo na restante meia edição. Isto com as listas a fazer em espera, para além de umas cobranças de publicidade e assinaturas, para além de umas entregas em mão. Está bem abelha…
Mas as arvorezinhas plantadas… Só o trabalho que deram valeu bem o serviço pelo dia inteiro, apesar de isso não me adiantar nada na parte editorial, que acabou protelada. Mas era necessário aproveitar o intervalo da chuva e tirar o ranger dos ossos dos últimos dias em casa. A coisa deu-me no pulmão e aguentei tudo até os braços não obedecerem. Mas assim sabe melhor e a beatitude de trabalhar a terra fica mais tempo dentro da alma.
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