sexta-feira, 29 de junho de 2012


Madrugada de sexta-feira, 04 de Maio de 2010 Dia de Hortos, com enxada, tubos e baldes à rega. A coisa compõe-se, mas ainda falta o elemento mecânico, já tão do homem.
Na paragem para intervalo, cigarro e contemplação, sentindo o vento embalado por chilreios, grilos e cigarras. Como assim se torna tão fácil fazer filosofia!


Madrugada de domingo, 5 de Junho de 2010 Quase seis horas a montar, corrigir e gravar a edição. Mas ficou feito.
De volta a casa, tarde, a partida da selecção nacional de futebol para a África do Sul com cobertura em todos os canais de TV. Nos dias anteriores, o estágio na Covilhã, para aclimatação dos atletas. Sempre uma festa, um corrupio que nunca deixo de estranhar e me deixa desconfortável, com jornalistas, câmaras e microfones – a que horas saem do hotel, o que trazem vestido, que música ouvem, que refeições tomam. A falta de à-vontade de alguns dos jogadores é notória, mas esses são poucos. Todos sabem o que hão-de dizer, qual a pose para a máquina. Não consigo aceitar isto. Eles são os gladiadores e hoje em dia, toda a envolvência devia ser diferente, recolhida, monástica, à semelhança do pelotão guerreiro que aguarda a ordem de combate.
Queria ver isso mas observo, todos os dias, meninos. Os miúdos e os graúdos.

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