Madrugada de terça-feira, 11 de Maio de 2010 – Parecia que estava a adivinhar: hoje, houve índices em bolsa que treparam na ordem dos 20%! Foi da revisão em alta para a economia portuguesa por parte do Banco Central Europeu… mas do apontamento de ontem, também. Não há volta a dar-lhe, é um facto estatístico indesmentível.
Madrugada de quarta-feira, 12 de Maio de 2010 – O Papa em Portugal durante quatro dias, a atrasar a parança das coisas. Encanta-se com o meu país da mesma forma que me encanto e comovo com o seu encanto. Aqui, parece-me um homem mais doce e, por momentos, pareço vislumbrar João Paulo II. Entretanto, um energúmeno de rua queixa-se da vinda do “senhor papa” e do incómodo dos filhos sem escola. Não lhe tiro a razão toda, mas não lhe dou a grande parte.
Em fim de dia solar vi “Homem de Ferro”. O “dois”. A herança dos comics da Marvel pesa como nunca e não poderia deixar de ir. A tecnologia cinematográfica está melhor do que nunca. A imaginação também nunca correu tão depressa, até à velocidade de não a compreender, quase não fruindo tão rápido tudo se passa. Entretanto, vou pensando que agora, sim, as velhas histórias poderiam voltar, incluindo o nu e o cru dos originais, das “Mil E Uma Noites” aos contos dos irmãos Grimm, na violência primordial das histórias.
Pena que o não queiram dessa forma e que a imaginação frenética da actualidade não o permita, olvidando que fazê-lo nas narrativas primitivas de então, refrescaria a invenção do presente.
Cinema ao fim de bastante tempo. Caro, muito caro e, por isso de sala quase vazia.
Pergunto-me aonde irá este diário de terra e de livros e, enquanto me pergunto, fico a pensar por onde andará neste momento.
E até quando?
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