sexta-feira, 9 de março de 2012



Madrugada de sexta-feira, 30 de Abril de 2010 Traído pela meteorologia (mas não somos sempre?). A chuva que deveria ter vindo hoje, para já passou ao lado. Ainda tentei mudar o trabalho de montagem da revista com a doce sanguínea designer, mas não conseguiria melhor que adiar o trabalho para a semana que vem, o que seria contraproducente. Por isso as arvorezinhas, as ervilhas tortas, as alfaces, os brócolos, o cebolo e as recém-plantadas meloas ficaram à sede.
Abóbora! Espiga!!

Mas consegui marcar a entrevista com a SBL. Marcação que subconscientemente tinha vindo a adiar, também não pesquisando convenientemente os contactos. Mas hoje decidi-me à coisa, até porque a última representação da peça é já sábado e a bela vai para o Porto com todo o estaminé.
Primeiro falei com o director artístico, depois com a directora de actores e a coisa ficou marcada. Agora extremamente excitado, continuo nervoso com o encontro e a conversa agendada. Sei porquê. A SBL foi a pessoa viva que, nos últimos anos mais me conseguiu afectar em termos artísticos, encantando-me, enquanto me tenho vindo a deixar embalar com isso. Se a actriz e a sua personagem me encantaram, temo que a conversa com a mulher me desencantem. E eu quero continuar inebriado!

Última porque não podia deixar em claro: Assisti a grande parte da inquirição ao antigo director de programas da TVI pela comissão parlamentar para o efeito. Um deputado do PS, que não o energúmeno de anteontem, procurou limitar as questões apresentadas pela sua colega do CDS, ao melhor trejeito pidesco. Levou uma tareia dela, do presidente da comissão (PSD) e do deputado do Bloco de Esquerda.
Torna-se inenarrável como esta esquerda dita “do centro” se fascistiza a olhos vistos enquanto são os gajos da direita a indignarem-se com esta coarctação da Liberdade e do seu exercício para o apuramento da verdade!

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