sábado, 17 de março de 2012



Madrugada de sábado, 01 de Maio de 2010 Manhã de urgência nos Hortos. Nebula mas não chove. Cerca de vinte e cinco baldes de água em vinte regadores, de cima para baixo, ou as abóboras já não estivessem caídas junto ao solo e algumas alfaces a querem amarelar. E a chuva não caiu mesmo.
Ora abóbora, literalmente.

Consegui uma bela sinergia com a entrevista exclusiva que consegui com a SBL. Com um telefonema ao director-geral a uma das rádios locais e outro à direcção de actores do teatro cá do sítio, amanhã farei a conversa com a rapariga em directo e em antena aberta nos estúdios da estação. Melhor não podia conseguir, embora não o devesse escrever.
Vá lá, não foi difícil ultrapassar a patetice das pessoas.

Creio ter percebido hoje a intenção deste “Jogo Duplo” de David Ignatius. Confirmo a primeira ideia de propaganda americana, bem ao estilo da Digest, espalhada pelo mundo. Se o livro do género anterior que li há bem pouco tempo procurava justificar de uma forma descarada (e sonegada, digo-o eu), a política da Casa Branca de George Bush, agora, este, obedecendo ao mesmo princípio mas de uma forma subterfúgica muito mais elaborada, demanda a subtracção de muitas das responsabilidades da CIA nas suas garantias em termos de informação e que coadjuvaram à invasão do Iraque, com base em análises que davam por certo o desenvolvimento de armas químicas, apresentando, este livro, uma espécie de anti-herói que na sombra se rebela contra os seus pares que a todo o custo querem lançar nova ofensiva, desta feita contra o Irão; incluindo nessa vontade a própria presidência norte-americana, a qual, na realidade deste momento, está na mão da equipa do presidente Obama. Brilhante, sem dúvida, mas tão perigoso quando a afirmação em 2003 que Saddam Hussein esteve por detrás do ataque às torres gémeas.
Isto é tudo terrível e organizadamente sinistro…

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