domingo, 10 de julho de 2011


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Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010 Em início de mais um dia demolidor ainda a findar com a emissão do “30 Dias” numa das rádios locais, à noite, espreito o canal “RTP Memória” na TV por cabo, enquanto fujo ao debate do orçamento de Estado. Vejo o Pedro Barroso a cantar em palco, ainda magro, sem brancas. Lembro-me bem desse tempo, muito meu. Não me lembrava é que já foi há tanto tempo.


Quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010 Faleceu uma mulher cheia de classe, como poucas outras da mesma estirpe, e que conheci pessoalmente – e, eventualmente, por um breve momento, decepcionei –, num encontro há uns anos para os lados de Vila Nova de Cerveira. Antes, tinha-a encantado, levemente, quero crer. Nascida em 1932, desaparece agora também a escritora, a actriz, entre outras coisas. Escreveu para crianças e para o Festival da Canção, por isso foi levemente ignorada por uma determinada faixa da nossa intelectualidade (lisboeta, essencialmente, digo-o eu, com uns pavões do Porto a irem de arrasto). Deixou-nos palavras impressas, cenas gravadas, coisas encantadoras. Nas artes representativas conseguiu fazer muitos espectadores odiarem as personagens novelescas que interpretou, passadas na RTP1, mais tarde na 2 e RTP África.
Continuava “linda, linda”, como lhe disse há anos, em Cerveira e chamava-se Rosa Lobato Faria.

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