sexta-feira, 1 de julho de 2011

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Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010 O problema do processo de resolução da actual crise económica e financeira mundial, é que todos estão à espera de que as coisas possam voltar a ser mesma coisa, isto é, menos mal. Ora, o problema desta crise extraordinária, é que as coisas não poderão ficar na mesma sob pena de tudo voltar a colapsar, desta vez definitivamente e com efeitos muito mais perversos.
No entanto, o que eu vejo, é as pessoas a andarem ao ritmo de quem quer ver as coisas ficarem como anteriormente e, por isso, se parte de uma falsa premissa no combate a esta crise, o que compromete irremediavelmente o seu combate.


Domingo, 24 de Janeiro de 2010 Depois das buscas estarem oficialmente encerradas, 24 dias após o maior abalo, mais um homem é encontrado vivo sob os escombros do terramoto que deixou em ruínas um Haiti inteiro, mais de 200.000 mortos, já considerado uma das maiores catástrofes humanas de sempre colocando a nu o estado da humanidade nas suas relações entre as nações e com este planeta.

Portas no Parlamento, no jornal da tarde, na TV, justifica-se perante os jornalistas. Ao contrário do que se esperaria e é habitual, não está à-vontade. O CDS-PP viabilizou uma vez mais o Orçamento de Estado do Governo PS, o que já não é inédito. No entanto, nunca deixar de cheirar ao “orçamento limiano” do PS de Guterres e do deputado alto-minhoto Daniel Campelo do então “PP”, também de Portas, que suspendeu o “mandatado pelo povo”.

E ainda os trabalhadores portugueses, migrantes para Espanha, sem fixarem residência, a percorrerem a Europa do desemprego, sempre disponíveis. O mundo a andar para trás, com os ocidentais a comportarem-se como os outros todos, à procura de trabalho como aqueles do fim da Idade Média a quem os aristocratas e o clero desdenhavam, os “ganha-dinheiros” que ultrapassavam, feudos, fronteiras, fugindo à lei dos homens… e de Deus, claro.
Como os estados detestam os viandantes da vida, ciganos, feirantes, artistas de circo, e agora estas massas trabalhadoras ilegais, a mole de desempregados sem direito a subsídio, jovens fora da escolaridade obrigatória. Olham-nos com desconfiança porque, logo à partida, são o paradigma do insucesso desses mesmos estados; a seguir, porque escapam ao controlo. Estão sempre sujeitos à referenciação da autoridade, mas quanto não são, todos eles, a produção deste mundo onde se busca a maximização, a optimização, em detrimento do equilíbrio?

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