sexta-feira, 13 de julho de 2012


Madrugada de quarta-feira, 9 de Junho de 2010 De Robert Kirchubel termino hoje “Operação Barbarossa I”, já o quinto volume da colecção encomendada. No fechar de página, rememoro a especial curiosidade que me assolou a lição, pelo início do episódio cuja leitura, pensei, seria algo molesto. Mas não, engoli as páginas melhor percebendo o avanço alemão pela primavera, verão, outono e início de inverno ao longo de várias frentes. Percebi melhor a importância do envolvimento romeno e até o húngaro, de que nunca se fala.
Com os anos, a “mãe Rússia” começa-se-me a fazer entender melhor, e quando neles não nos vejo anos, admita-se. Por paradoxal que seja, a coragem e pertinácia, a par da capacidade de sofrimento. Lê-se coisas que fazem lembrar episódios das invasões franceses neste meu país.
Percebe-se, fundamentalmente, que a história que hoje nos é mostrada, muito mais do que aqui há uns poucos anos atrás, é cada vez mais americana, com todos os perigos daí advindos.

Findada essa, até à chegada de nova remessa, inicio uma leitura que há muito resta na mesinha de cabeceira (outros livros estão por outros sítios), uma biografia de Jack Kerouac por Yves Buin. Na verdade, a minha estreia metódica na “geração Beat” e que será a minha entrada oficial no universo “beatnik”. Espero muito, depois direi.

(Hoje voltei à sala de cinema. O que me chamou a atenção, muito depois de vistas as apresentações, foi a humildade inscrita no estilo do actor principal, em entrevista, aqui há uns dias. Mas acaba sempre por ser a mesma espiga. Cada filme que agora surge, cada “novidade”, não vai muito mais longe para além de uma solução de soluções. É verdade, sempre um pouco mais ao havido. Mas esse pouco mais é verdadeiramente muito curto)

Antes da sessão do cinema, mais umas páginas do prefácio do “Jesus Cristo” de Ratzinger. Até para mim é extraordinário como umas poucas linhas me fazem escrever tantas. Irão para “as Confissões de Pater Calvus”, provavelmente. Já lá estão mais destas. E continuarão a moer no subconsciente enquanto adormeço embalado por esta chuva que surgiu a custar e agora ficou rainha dos ares deste dia, assim como da noite – impedindo o programado plantio dos tomates e mais algumas alfaces. E logo agora que tinha o motor de rega comprado, abóbora! Ah, estão a ficar enormes e fiquei sem espaço entre os regos!

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