Sexta-feira (ibidem) de 23 de Abril de 2010 – Hoje faço em texto indignação:
- A Segurança Social!
Do ministério também dito “da Solidariedade”!
Conheço vários que daí recebem os dez, e mais, sem trabalho, sem contribuições, e já vão na segunda geração a recebê-los.
Nestes últimos anos nada tem feito sentido na relação entre o trabalho, o deve e o haver. Só mesmo o evitar de gastos, a poupança e os investimentos em compras de ocasião, fruto da crise económica e da deflação.
À tarde, os Hortos, com grandes planos em mente. Cumpri-os todos numa empreitada de mais de seis horas, ajuda dos vizinhos à parte, na orientação no primeiro cultivo de abóbora, outros conselhos para o futuro mais ou menos próximo e a montagem do moto-roçador, a funcionar plenamente. Mas ia acabando comigo, o que passou pelo tabaco esquecido em casa.
Este trabalho da terra é do que mais sentido me traz à vida, absolutamente uma salvação. Sabe-me sempre a uma obrigação bendita e só pode sê-lo, pois venho sempre com a alma limpa.
A sua preocupação vem sempre com os três que estão sempre sem mim, comigo sem eles. Aqui, penso neles todos, ao longo do dia ruminei no que foi e no que gostaria de o ter a meu lado transpirando nos Hortos, sentindo-se a fazer obra, como quando lá foi feliz.
Que esteja bem, enxergando o que está a fazer, assim distinguindo-se, para que o possa fazer sempre.
*
Sem comentários:
Enviar um comentário