domingo, 12 de junho de 2011


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Sexta-feira, 15 de Janeiro de 2010 Termino a leitura de “A noite do teu aniversário”, de Lionel Shriver, vencedora do Orange Prize, de quase 600 pp., uma leitura esforçada intermediada por mais quatro ou cinco romances (ia dizer três ou quatro, mas foram mais).
Um drama conjugal em dois planos separados com igual número de soluções, uma mulher e dois homens, diferentes. Terá ela sido diferente com cada qual? Um romance de uma mulher para mulheres, não tenho dúvida, por mais que possam ansiar mais, mas possível de ser lido por homens, como agora. Percebem-se coisas, encaixam-se outras, compreende-se o intrincamento e, simultaneamente, a vastidão da vida.
Duas faces da mesma moeda (se bem que o valor esteja sempre apenas de um dos lados).

Agora, inicio nova leitura depois de muito esquadrinhar as prateleiras dos livros oferecidos pela Bertrand. É quase incrível a quantidade de livros insatisfatórios que se escrevem. É descoberta de quem lê. Ficar ciente de que há muitos maus livros mas que nem por isso deixaram de o ser.
Muitas autoras, cada vez mais, mais que as mães, é como nas faculdades das universidades. O mundo está mais lento e imbricado. Esta preguiça masculina está a sair muito cara, tudo está “a senhora doutora isto, a senhora doutora aquilo…”, em qualquer gabinete ou repartição a que se vá.
Enfim, após muito percorrer e remexer as prateleiras, novamente reduzidas por via das prendas do Natal, um fininho da Danielle Steel, outra leitura para senhoras com as letras do título em capa – “A Avó Dan” – bastante mais pequenas que as usadas para o nome da escritora. Romances de cordel elevados a fino, com impressão a dourados e prateados, ou deverei dizer platinados? Uma historieta com desejos a contos de fada, bailarinas, príncipes e princesas, tal qual o cliché.
Mas mais uma leitura – a primeira do ano –, mais um dever a juntar a todos os outros. Na saúde e na doença, até ao fim.

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