Viana do Castelo, domingo, 6 de Setembro de 2009 – OFB tem uma coisa estranha na sua prosa, que leio (também assim reencontrando a literatura, depois das últimas dezenas lidas de “best-sellers” editados pela Bertrand): Escreve n”A Solidão do Anjo”, que o quadro-negro da sala de aula é feito de basalto; no “Em Viana Chove que Deus tarda”, refere por diversas vezes os “pintelhos” aí ditos “pentelhos” e, como tal, assim escritos; “Picolina”, a "bendita" senhora de Viana, é mencionada por “Pacolina”; endereça um suposto site para o endereço “www.bordadagua@gmail.com”… e tem muitas assim nas suas obras escritas, outras que tais que me fazem rir e ainda mais desfrutar da leitura. Claro que estas trocas bem poderiam ser literatura, mas eu acho que é confusão.
Mas, para o que interessa mais, sobre a realidade das coisas, creio que esta está um tanto ou quanto descolada das gentes vianenses, ouradas e multicolormente trajadas com os bombos da festa de permeio. Talvez isto seja um facto e esteja algo implícito nesta literatura surrealista do Orlando, especialmente esta mesmo, que é aquela publicada em livros com edições de 150 exemplares através de Centro Cultural do Alto Minho (e é só para quem quer). Afinal, o parco dos números permitem-lhe brincar com toda esta surrealidade. Até porque não pode escrever isto, desta maneira, apenas por acaso.
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Viana do Castelo, terça-feira, 8 de Setembro de 2009 – Em fase de pré-campanha das eleições Legislativas, no programa “Como nunca os viu”, pessoal e personalizado, o político na suposta intimidade, dos seus lugares, das suas coisas, dos seus gostos e preferências, coisas assim, é o que se pretende aí. PP apresenta a sua casa que transparece idiossincrasias. Eu, no seu lugar, não o faria, pelo menos naquela casa. PP é simpático e não precisaria, mas quer convencer disso mesmo. No entanto, querendo convencer, não parece estar convencido de si mesmo. Faz-me lembrar um bom amigo meu.
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